
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), divulgou, nesta segunda-feira (31/3), um vídeo em suas redes sociais onde dispara críticas ao “Abril Vermelho”, ação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) pela reforma agrária no país. Nas imagens, o político aparece em uma propriedade rural e afirma: "Em Minas, cerca existe para ser respeitada. Abril Vermelho aqui não, aqui o abril é verde”. O homem do campo precisa de paz para poder trabalhar. Estamos sempre vigilantes dando apoio a quem produz e trabalha", completou o governador.
Aqui o Abril é Verde! pic.twitter.com/EdoiYBn2m1
— Romeu Zema (@RomeuZema) March 31, 2025
Não é a primeira vez neste mês que o governador acena para o agronegócio publicamente. Em agenda ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Betim, na Região Metropolitana, Zema brincou com o nome de Minas Gerais ao falar sobre a economia do estado. “Hoje nós somos uma economia mais diversificada. No ano de 2024, pela primeira vez na história do estado que se chama Minas Gerais, o nosso agro exportou mais do que a mineração. Talvez agora devêssemos chamar ‘Agro Gerais’, devido a essa mudança. E lembrando que mineração tem data para acabar. Temos muitas minas desativadas e a agricultura é sempre renovável”, sugeriu.
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No início de março, Lula esteve em Campo do Meio, no Sul de Minas Gerais, para anunciar a entrega de lotes e investimentos para famílias acampadas em 138 assentamentos rurais em 24 estados da federação. Esta foi a primeira visita do presidente a um acampamento do MST, que vem cobrando do governo federal mais atenção para a questão agrária.
Saiba Mais
Segundo o MST, o Abril Vermelho ocorre todos os anos em razão da comemoração do Dia Nacional de Luta pela Reforma Agrária, celebrado em 17 de abril pelos membros do movimento. A data faz referência ao “Massacre de Eldorado do Carajás”, que ocorreu em 1996. À época, autoridades policiais teriam atacado uma manifestação de famílias sem terra no Pará, o que culminou na morte de 21 pessoas.
Durante o Abril Vermelho, coletivos ligados ao movimento se organizam para ocupar propriedades rurais inutilizadas e manifestar em prol da redistribuição fundiária em todo o país.